Que medidas podem ser tomadas em relação ao usuário de drogas intravenosas não infectado pelo HIV?

Que medidas podem ser tomadas em relação ao

usuário de drogas intravenosas não infectado pelo

HIV?

 

 

O ideal é o encaminhamento para centros de recuperação para evitar que o indivíduo continue a usar drogas. O uso de drogas, particularmente as intravenosas, não implicam apenas em maior risco de contaminação pelo HIV, mas também de outras doenças infecciosas. Um estudo feito na Itália em 1989 já mostrava uma prevalência maior de infecção pelo HIV, HSV-1, HSV-2 e CMV nos usuários de drogas intravenosas. Além disso, as conseqüências sócio-econômicas, como envolvimento com criminosos e traficantes, prostituição, prática de atos ilícitos para obter a droga e prisão comprometem a vida do usuário de drogas.
Mas nem todos os usuários desejam ou conseguem tratamento para abandonar as drogas. Neste caso, são propostas medidas paliativas, que podem reduzir o risco de transmissão do HIV, embora não sejam totalmente seguras porque, mantendo o uso de drogas, o indivíduo continua exposto, através de práticas sexuais não seguras e prostituição, freqüentes entre os usuários, e a abandonar as medidas de segurança em relação às drogas num momento de necessidade imperiosa.
a) Utilizar seringas e agulhas exclusivas, sem compartilhar com outros. Vantagens: não envolve gastos públicos com práticas ilícitas, não é oneroso, tem boa eficácia no sentido de impedir a infecção pelo HIV. Desvantagens: para muitos usuários é difícil manter esta prática sem qualquer exceção, porque o uso em grupo é parte de um ritual e também uma forma de se obter a própria droga com menos dinheiro.
b) Lavar e esterilizar agulhas e seringas com hipoclorito. Vantagens: pode ser feito por qualquer pessoa com treinamento mínimo, permite o reaproveitamento de agulhas e seringas quando são difíceis de obter e reduz muito o risco de transmissão do HIV e outros patógenos veiculados pelo sangue contaminado. Desvantagens: é difícil garantir que o procedimento seja seguido à risca, porque demanda certo tempo entre uma aplicação e outra e não permite o aproveitamento da pequena quantidade de droga que permanece na seringa depois que foi utilizada. Segundo os próprios usuários de droga, eles não conseguem esperar nada quando necessitam da droga e costumam aspirar seu próprio sangue para dentro da seringa, misturando corn o que restou da aplicação anterior, para aproveitar até o fim a droga que lá estava.
c) Trocar seringas e agulhas usadas por novas, descartáveis, em postos fixos. Vantagens: com livre acesso a seringas e agulhas descartáveis, os usuários não precisariam utilizar material já contaminado. Os postos de troca podem ser usados como locais de teste anônimo e para projetos de educação para os usuários de drogas visando reduzir a transmissão de doenças infecto-contagiosas neste grupo populacional, normalmente de difícil acesso para os profissionais de saúde. Desvantagens : objeções de setores da sociedade em se gastar dinheiro público sustentando atividade ilícita, a possibilidade de que haja desvio e comercialização ilegal deste material, a possibilidade de que os usuários continuem compartilhando as seringas e agulhas para aproveitamento e obtenção da droga.


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