Diminui o uso de ARV de 2ª linha, aponta estudo.

O crescimento do número das pessoas que tomam tratamentos de segunda linha “estagnou” nos países em desenvolvimento

Keith Alcorn, Wednesday, August 27, 2008

De acordo com uma investigação da Organização Mundial da Saúde apresentada no XVII Congresso Internacional da SIDA, nos países em desenvolvimento, o crescimento do número das pessoas que recebem tratamentos de segunda linha está “estagnado”, apesar de cortes substanciais nos preços dos medicamentos nos últimos 18 meses.

No entanto, o estudo, conduzido em 30 países que cobrindo 54% dos doentes em tratamento nos países em desenvolvimento, apenas abrange o período até o Agosto de 2007 e pode não reflectir as tendências mais recentes.

A investigação, conduzida pelo Serviço de Medicina e Diagnóstico de SIDA da Organização Mundial da Saúde, foi concebido para ajudar a previsão da procura no futuro e para avaliar o cumprimento das recomendações da OMS.

O questionário distribuído pela OMS descobriu que apenas 3% dos adultos e crianças que tomam medicamentos anti-retrovirais estão em tratamento de segunda linha e apenas 24.620 doentes (nos 21 países que forneceram dados sobre mudança de tratamento) mudaram de tratamento no ano 2007 até o fim de Agosto, quase o mesmo número que no ano 2006, em igual período.

Entre os que recebiam um regime de segunda linha 55% estavam num regime com lopinavir/ritonavir. A OMS recomenda que no tratamento de segunda linha seja usado um inibidor da protease potenciado, de preferência com uma combinação de abacavir/ddI ou tenofovir/3TC. Não existia qualquer informação sobre os regimes usados pelos 45% dos doentes que não recebiam lopinavir/ritonavir.

Entre os que estão em tratamento de primeira linha, apenas 1,5% estão a receber um regime contendo tenofovir, apesar das recomendações para não usar d4T. Sessenta e três por cento estão a receber um regime de primeira linha com d4T, sobretudo d4T/3TC/nevirapina (51% de todos os doentes dos países que responderam tomam esta combinação).

O levantamento também constatou que o crescimento do número de crianças a receber tratamento anti-retroviral pediátrico foi lento. Entre as crianças em tratamento 42% recebem d4T/3TC/nevirapina como regime de primeira linha, enquanto que 60% dos que fazem tratamento de segunda linha estão medicadas com regimes com lopinavir/ritonavir.

O levantamento não foi capaz de determinar as razões deste crescimento lento, mas os autores do estudo sugerem que um diagnóstico precoce da falência terapêutica do tratamento de primeira linha pode ser uma das estratégias para promover mais mudanças para um tratamento de segunda linha.

Referências
Renaud-Thery et al. Use of antivral therapy in resource-limited countries in 2007: uptake of 2nd line and pediatric treatment stagnant. XVII Congresso Internacional da SIDA, Cidade do México, resumo ThPDB103. 2008.

Tradução
GAT – Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA

 cau@soropositivo.org

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